Sobre Ser Viciada em Preencher Vazios

Você tem algum vício? Luta contra eles?

Eu tenho um que eu luto desde criança.

Sou viciada em comida!

Fui uma criança obesa e, ainda hoje, adulta, minha luta com a balança é constante.

Estou em um processo difícil e doloroso de reeducação alimentar. Nele, tenho me dado conta, como uso a comida para anestesiar meu sentimentos.

Tenho raiva, quero comer! Estou triste, quero comer! Estou estressada, quero comer! Estou decepcionada quero comer!

Racionalmente, sei que esse funcionamento me faz muito mal! Já me trouxe problemas de saúde, como colesterol alto, e refluxo. E, compromete constantemente minha auto-imagem e autoestima.

Mas, às vezes parece que é mais forte do que eu! (Você tem essa sensação?)

Outro vício que enfrento, que é muito mais bem visto, é ser viciada em trabalho. Parece bonito, né?

Workaholic!

É super chic falar que trabalha demais! Mas, não sei quantas vezes já trabalhei até a exaustão.

Já tive síndrome de Burn Out (estresse ocupacional), mais de uma vez, a ponto de quase querer largar a psicologia.

Tenho pouco tempo para família, para amigos, para fazer uma atividade física, para dançar que é algo que eu adoro, ou seja, não é saudável.

Mas, muitas vezes, é mais forte do que eu.

Eu não consigo ficar parada. Sempre estou envolvida em um projeto novo. Um curso novo. E eu invento coisas para preencher meu tempo.

Sair desse processo tem sido um aprendizado difícil, mas necessário na conquista da minha saúde.

Não é atoa que trabalho com vícios, pois entendo bem como funcionam! 2

Assim, como comer e trabalhar, existem várias outras coisas que nos viciam.

Alguns vícios são bem mais mal vistos que os meus, como cigarro, álcool, drogas ilícitas, jogo, compras e sexo.

Quando digo que trabalho com vícios, é porque minha especialidade são pessoas viciadas no amor.

Sim, algumas pessoas são viciadas no amor!

Alias, não no amor, elas são viciadas em se apaixonar.

Sabe aquela sensação maravilhosa que temos quando estamos apaixonados? De estar completamente pleno, eufórico, nas nuvens. Ela vicia!

Você conhece pessoas que não conseguem estar sozinhas?

Que tem muita facilidade em se apaixonar prontamente. E constantemente sofrem por amor, mas tem muita dificuldade de sair dos relacionamentos mesmo eles estando péssimos?

Pessoas que adoecem tanto emocionalmente quanto fisicamente quando terminam um relacionamento?

Pois bem, esse vício no amor é chamado de dependência emocional e pode ser tão devastador quanto um vício em drogas. (Falaremos mais sobre isso, em outro post)

Mas ele passa bastante despercebido porque culturalmente é “normal” sofrer por amor.

Dessa forma, muitas de nós, não conseguem identificar o problema, e passam anos sofrendo e repetindo a mesma história com o amor.

Qualquer vício, lícito ou ilícito, traz prejuízos severos a nossa saúde.

A diferença é que alguns trazem a curto prazo como o jogo, por exemplo, e outros a longo prazo como o cigarro. Mas todos possuem um potencial destrutivo.

Estudiosos da área de dependências já ressaltaram que os vícios, embora nocivos, são, muitas vezes, as formas como as pessoas, sem recursos emocionais, conseguem enfrentar a realidade de suas vidas.

Desse modo, os vícios também servem para anestesiar uma falta. Preenchem, muitas vezes, um vazio emocional nosso.

Por isso crescem de maneira estrondosa entre as pessoas.

Isso não é uma justificativa, mas uma compreensão do assunto.

O fato é que estamos tão desconectados de nós mesmos, que se quer sabemos o que nos falta.

Nos tornamos tão desconhecidos de nós mesmos que não sabemos do que necessitamos emocionalmente.

E, com isso, sem muita consciência ou responsabilidade, vamos escolhendo substitutos que só nos distraem momentaneamente do nosso vazio ou da nossa dor.

A reflexão que fica é: o que te falta? O que é tão difícil ou dolorosos que é necessário anestesiar com coisas tão destrutivas?

Dependência emocional não é amor. Dependência escraviza, amor liberta.

Ame com saúde!!

 

A SURPREENDENTE Verdade que NUNCA te Contaram Sobre o AMOR

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